Sua amiga
O que você deve fazer?
Caso você suspeite ou tenha convicção de que uma amiga sua tem problemas relacionados à alimentação:
- Não fique frustrado caso ela não aceite suas opiniões em relação a seu problema. A negação da realidade e da gravidade da doença faz parte dos transtornos alimentares. Procure alguém da rede social dela (irmãos mais velhos, pais, professores…) e converse sobre suas observações. Não espere que ela procure tratamento sozinha.
- Os transtornos alimentares são patologias graves e potencialmente representam risco de vida. Mesmo que sua amiga seja inteligente, informada e determinada, ela não irá dar conta de sua recuperação sozinha. Reforce sempre a procura de tratamento através do apoio familiar e principalmente de uma equipe especializada.
- Procure informações sobre os tipos de transtornos alimentares (anorexia e bulimia), tratamentos e onde procurar ajuda. Quanto mais souber sobre o problema, mais poderá ajudar a sua amiga. Apesar disso tenha cuidado, o diagnóstico deve ser feito apenas por profissionais.
- Evite fazer comentários sobre sua perda ou ganho de peso. Nada de comentários do tipo: “Nossa, como você está magra, assim você vai acabar voando”. “Tá bom, você está ótima, agora chega de emagrecer”, ou “Tá vendo, você ganhou uns quilinhos e está muito mais bonita”. Estes tipos de comentários podem reforçar o comportamento que leva à eliminação de peso e também a aumentar a sua preocupação e ansiedade em relação à aparência física.
- Trate de discutir aspectos da vida que não sejam relacionados simplesmente a sua aparência: Ela gosta de música? Sabe dançar bem? É boa aluna? Gosta de desenhar ou contar piadas? Tente conversar com ela sobre escola, namorados, amigos e trabalho.
- Reforce com sua amiga que ela é muito mais do que sua imagem física, peso, altura e aparência. Todos somos um conjunto de características, qualidades e até alguns defeitos. A perfeição não existe!
- Existe uma tendência grande ao isolamento social. Faça um esforço especial para incluí-la em atividades grupais (cinema, atividades culturais, festas, encontro com amigos, ou simples conversas na sala de aula).
- Nunca faça recomendações sobre o que ela precisa comer ou não. Deixe isso para especialistas em nutrição e endocrinologia. Tente fazer de seus encontros que envolvem comida momentos prazerosos, desviando o foco da comida como tema central. É muito comum a criação de rituais para comer (cortar comida em pedaços pequenos, organizar a comida no prato, contar as mastigadas), cuidado para não ressaltá-las com estranhamento ou repressão aumentando a ansiedade em torno da alimentação.
- O tratamento para os transtornos alimentares é complexo e longo. Recaídas são comuns e não existem resultados imediatos. Tenha paciência e tente manter uma continuidade no seu apoio reforçando que você estará com ela para o que der e vier.
- Caso seu amigo seja virtual, tente estar presente de maneira constante em seus espaços na internet, mas reforce a necessidade da busca de tratamento e da conexão com amigos e familiares do mundo real.
- Lembre-se que a internet é um lugar onde informações erradas também são divulgadas como verdades. Alerte seu amigo para o uso de drogas, dietas e outras estratégias de emagrecimento comuns na internet que representam um risco grave para a saúde.
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