Profesores e orientadores
O que fazer diante da suspeita de anorexia e/ou bulimia na escola?
- Aborde os sinais de alerta observados com seriedade e responsabilidade.
- Fique atento a seus próprios sentimentos em relação ao peso, padrões de beleza e aspecto físico desejáveis e saudáveis, muitas vezes normalizamos problemas devido aos nossos próprios padrões rigorosos de beleza.
- Tenha cuidado com críticas e expectativas em relação a seus alunos(as). Muitas vezes a pressão por observar bons resultados termina por desvalorizar aquele aluno que possui dificuldades em desempenhar alguma atividade.
- Caso observe um problema, compartilhe suas dúvidas e suspeitas com outros profissionais do corpo docente que conheçam e acompanhem este aluno(a) no sentido de enriquecer suas impressões e trocar informações.
- Caso suas dúvidas se confirmem, levando em conta a gravidade do problema, a coordenação e o corpo docente da escola devem coletivamente delinear as ações a serem adotadas.
- O professor ou coordenador que possui o vínculo mais estreito com o aluno(a) deve abordar o problema junto ao mesmo(a). É importante que através de uma relação de confiança, o jovem compreenda que a escola observou as modificações em seu comportamento e/ou desempenho e que suas dificuldades devem ser resolvidas em colaboração com sua família.
- Um contato com os pais do aluno(a) para abordar a situação e facilitar a busca de tratamento é essencial. Caso o jovem solicite, a escola pode disponibilizar-se a mediar a comunicação inicial dos transtornos alimentares do jovem junto à sua família. Se por ventura o jovem se comprometer a conversar com seus pais, a escola deve entrar em contato com a família a posteriori para acompanhar o caso e assegurar-se que o problema foi levado à mesma.
- Caso o jovem resista à intervenção escolar é importante que os profissionais conheçam a fundo a gravidade e complexidade do problema para assim passar informações corretas ao jovem sobre seu quadro e sua gravidade. Ainda, a escola deve reforçar que o aluno(a) precisa da ajuda de uma equipe especializada para tratar-se e que o problema não pode ser enfrentado através dos esforços pessoais do aluno(a) por mais bem intencionados que sejam.
- Mesmo no evento da não complacência do aluno(a), a escola deve entrar em contato com os pais do jovem informando-os do problema observado.
- A escola deve ter em conta que o tratamento dos transtornos alimentares foge do âmbito escolar e devem ser tratados através de uma equipe multidisciplinar especializada em tais patologias.
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